Depois de anos afastada, uma das mais queridas duplas da TV e do cinema brasileiros volta a se reunir hoje. Com direito a anúncio oficial no início da tarde, Dedé Santana e Renato Aragão reatam a parceria que os consagrou no programa Os Trapalhões e em filmes como Os Saltimbancos Trapalhões e Simbad, O Marujo Trapalhão.
“Ele já está de contrato assinado e amanhã grava sua primeira participação em A Turma do Didi“, conta Renato, que nesta sexta-feira estréia nos cinemas o 47º filme de sua carreira, O Guerreiro Didi e a Ninja Lili.
Na TV com Dedé, que tem 72 anos como ele, e nos cinemas com a filha Livian, 9, Renato Aragão parece querer agradar aos antigos e aos novíssimos fãs. Antes de construir o roteiro do que viria a ser O Guerreiro Didi e a Ninja Lili, o humorista decidiu que deveria ouvir seu público-alvo. “Eu ia fazer um filme totalmente diferente, urbano, passado no Rio de Janeiro. Mas perto de iniciar as filmagens, fizemos uma pesquisa com as crianças e elas deixaram claro: ‘Queremos que o Didi faça um filme de ninja’”, diz Renato.
A surpresa obrigou a equipe a ambientar a nova trama no início do século 19, “para dar um clima de criança órfã que emigra para um novo País”. É o caso da personagem de Livian, a órfã (e ninja) Lili, que vai morar com a cruel tia Morgana (Vanessa Lóes) depois de alguns anos no Japão, onde aprende artes marciais.
Seu guardião secreto é o jardineiro (e ninja) Didi, que aprendeu técnicas de luta e pendurou-se em cabos de aço em cenas de levitação. “Nunca tinha levitado. Didi é o ‘Jegue’ Chan”, brinca, fazendo referência ao ator chinês Jackie Chan, especializado em filmes de luta.
“Livinha também estudou três meses de artes marciais antes de filmarmos”, relembra.
Estudar muito, aliás, é a regra número um para a menina pisar no set. “Ainda fico cabreiro, porque os estudos são prioridade. Ela estuda em escola britânica ‘puxadíssima’ e só tira notas altas, então tudo bem. Até brinco que preferia que ela fosse paleontóloga, para estudar os dinossauros. Podia começar comigo”, brinca, satisfeito com o filme e a homenagem recebida, em abril, no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. “Depois de 40 anos recebi meu primeiro prêmio”, comemora.
Briga de marido e mulher
Antes de assinar com a Globo, há um mês, Dedé Santana comentou o sonho de voltar a trabalhar com Renato Aragão. “O povo cobra muito minha participação com o Didi. Trabalhar com o Renato é o que eu quero, afinal, tudo começou com uma dupla, antes de Os Trapalhões“, relembrou ele, na época em que planejava com a direção do SBT uma atração para substituir o Comando Maluco, que perdeu sentido após a morte de Beto Carrero, em fevereiro.
Na ocasião, Dedé falou das desavenças no passado. “Eu e o Renato não brigamos. Foram discussões bobas de ‘marido e mulher’, mas no final ficava tudo numa boa. Gostaria muito de terminar a minha carreira com ele”, ressalta Dedé. “Renato confiou em mim e me deu vários filmes para dirigir”, conta, referindo-se a O Mágico de Oroz e O Reino da Fantasia.
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O cinema nacional não precisa mais de DIDI e DEDÉ, convenhamos, mas não deixa de ser legal a volta dos dois, que quando “trapalhões”, formaram um dos melhores programas de humor da história da TV brasileira, deixando muito pra trás coisas do nível zorra total.
Quando resolvemos ir ao cinema para assistir a um filme, temos vários motivos para decidir qual será o da vez: direção, enredo, bons atores, fotografia, etc. Ótimo é se o filme reunir todas as qualidades citadas, ainda melhor se um toque sutil, mas que faz toda a diferença, acompanhá-lo, a trilha sonora. A trilha sonora pode ser tão marcante que às vezes vira um identificador do filme, é o caso de “The Raiders March” de John Williams, música tema do filme Indiana Jones. Além das trilhas sonoras clássicas e premiadas, podemos apontar vários filmes embalados aos sons de bandas e cantores que merecem tal atenção. Escolhi 10 filmes recentes com boas trilhas para sugerir, mas existem várias outras listas de “melhores trilhas sonoras de filmes” assinadas por grandes revistas, jornais, sites, etc., elas são divulgadas esporadicamente.